segunda-feira, 4 de março de 2013
Primeira avaliação
domingo, 3 de março de 2013
A semântica do capitalismo (2)
A semântica do capitalismo
Ok, vou ler a notícia para ver se os suíços foram grandes o suficiente para referendarem o fim das remunerações abusivas.
Jornalismo de miséria
O cartaz que reproduzo ao lado e o do «Cavalo de Troika» foram citados no Expresso online (via agências noticiosas).
Ou melhor, no caso deste, foi selvaticamente truncado: o jornalista transcreveu apenas o princípio e o fim («Sacrifícios? Tenham juízo»), adulterando a mensagem que eu realmente transmiti.
É também deste “jornalismo” que se faz a nossa miséria.
Amor de mãe
Ao sábado à tarde o rapaz saía para ir ter com os amigos. Levava a flauta, e a mãe sentia uma ponta de orgulho por o ter matriculado no Conservatório. Não há como a música para distrair os putos dos vícios. Quando ele anunciava a sua saída depois do almoço ela sentia-se tão descansada como se ele fosse a caminho da catequese. (Mais ainda do que isso — nunca se sabe do que são capazes os padres.) Deliciava-se a imaginar os miúdos junto ao rio em cantorias de adolescentes nas tardes que prenunciavam a Primavera. Havia algo de campestre numa flauta e ela, amante do campo, orgulhava-se que fosse o seu rapaz quem, no grupo, soprava a flauta.
Foi-lhe por isso chocante descobrir que não havia cantorias à beira-rio e que ninguém soprava na flauta. Havia, isso sim, umas festas com drogas e uma engenhosa transformação do instrumento musical em cachimbo. A rapaziada passava-o e chupava-o como índios negociando a paz, e ela, depois do choque, perguntou-se se devia sentir orgulho no engenho do filho.
Filosofias da salvação
sábado, 2 de março de 2013
Talentos
É a Hora! Valete, Fratres.
A grande mais-valia do nosso Hino é a sua versatilidade:
- Em 1891, na sequência do Ultimato do Império Britânico, era «Contra os Bretões»
- Em 1911, diplomacia oblige, passou a ser «Contra os Canhões» — e logo a História fez o favor de bater certo com a rima e inventou a Grande Guerra
- Agora é «Contra os dilectos membros do nosso Governo» (ou a versão métrica, rimática e tematicamente apropriada...)
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sexta-feira, 1 de março de 2013
Questões de teste
Countdown para 2 de Março: 1...
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Os filósofos e os hospitais
Countdown para 2 de Março: 2...
Peço desculpa aos dignos membros da espécie Equus a. asinus pela metáfora aviltante...
O cartaz anterior foi feito em Setembro de 2012, numa altura em que eu ainda achava que o n.º 1 do Governo era Pedro Passos Coelho. Face à realidade observável de quem realmente manda (tornou-se evidente que Passos Coelho é um mero poster boy), creio que é de justiça actualizar o cartaz:
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Trash lovers
Partilho com Vasco Pulido Valente um vício ou um defeito (apenas um dos muitos que ele tem, ok?): tenho demasiadas vezes uma necessidade inelutável de consumir policiais como narcótico, para distracção da vidinha medíocre. O cronista do Público lê policiais eu vejo policias, se os apanho. E filmes de ETs. Sempre que o Jumbo faz as suas feiras de um euro, eu encho uma cesta de DVDs. Depois passeio-os pela loja com a alegria de um adolescente ou de um titular de cartão de crédito da década passada, e de seguida, mais responsavelmente do que estes, devolvo a maior parte dos filmes à proveniência (faço uma triagem mental enquanto me abasteço de mercearia). Saio de lá, ainda assim, com meia dúzia deles, geralmente mais seis do que aconselhariam o bom-gosto e o bom-senso. Nem sempre reconheço para mim próprio o quanto isto é patético. Por vezes trago um Hitchcock ou um galardoado de Cannes para ludibriar a consciência. A comparação com outros prospectores de lixo também me serve de alibi. Ao contrário de alguns tipos que mergulham no contentor como porcos numa manjedoura, numa ânsia de encontrar pérolas que faz transbordar o recipiente, eu vou fazendo a selecção com pinças e torcidelas de nariz, e chego a arrumar o que os outros desarrumam, como se o lixo em montinhos fosse menos asqueroso. Ontem um dos trash lovers estava em franca competição comigo, mas, vendo-me atrasado no meu falso pudor, teve um gesto magnânimo: ofereceu-me uma das suas melhores descobertas. Aquilo começou por me desconcertar (eu estava a tentar passar despercebido, e não imaginava que me pudessem achar camarada numa coisa destas), e de seguida deu-me ares de superioridade. O tipo tinha-me estendido um exemplar de “A Super Patrulha” (“Crime Busters”), com Terence Hill e Bud Spencer, e por alguma razão eu achei, com uma risadinha snob, cretina, que a merda que levava no carrinho de compras se não comparava àquilo.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
O interesse da aposta
Countdown para 2 de Março: 3...
Só para lembrar (se preciso fosse...) as razões do nosso descontentamento.
Chapeleiro Louco: Vítor Gaspar
Lebre de Março: Pedro Passos Coelho
Gato de Cheshire: Miguel Relvas
Alice: Álvaro Santos Pereira
Coelho Branco: José Pedro Aguiar Branco
Rainha Vermelha: Assunção Cristas
Rainha Branca: Paula Teixeira da Cruz
Lagarta: Paulo Portas
Rato: Pedro Mota Soares
Tweedledee e Tweedledum: Paulo Macedo e Miguel Macedo
Humpty Dumpty: Nuno Crato


![Panqueca: s. f. Orgia, bacanal. [Wackypedia: contributos para um léxico alternativo]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFTrrY1PvPHIKZA7siwMLFD92O8VJ9BVde1HHl_m5FgcW852gEjfNIQ-usPQemmI0IrP1VH_WfjahYxz1iAd5ZWF8qKT1xogdKFQu1afrOUJaiBJ8Mxr9tbO3XuMFL1N1ZEU8CIiUslYT1/s1600/Sexo_Panqueca_500.gif)





