domingo, 1 de dezembro de 2013

O querer do eu

Reconhecia-o Lily Tomlin: «Sempre quis ser alguém. Agora vejo que devia ter sido mais específica.» Sublinhou, todavia, Kierkegaard que o eu desespera quando não quer ser ele próprio; se o quiser ser, acontece-lhe o mesmo. Trata-se de um modo original de conjugar o verbo «querer»: eu quero, tu queres, ele quer, nós desesperamos… Buda conseguira já uma fórmula para erradicar a doença: o eu não existe. Desde há 2500 anos que tentamos, em vão, ser mais específicos.

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