quinta-feira, 2 de maio de 2013

Tranquilidade e diferença

Se ouvirmos um canalha, no âmbito de uma óbvia canalhice, afirmar que está de consciência tranquila, tendemos a supor que ele mente ou, então, não sabe do que fala. Abandonemos a inocência desta disjunção. Pode suceder que tal canalha saiba exactamente do que fala e, pior que isso, esteja mesmo tranquilíssimo de consciência. Se adoptamos o princípio da diferença para respeitar os direitos do outro, adoptemo-lo igualmente para afastar ilusões quando o outro decide desrespeitar os nossos.

2 comentários:

  1. Será que isso que diz é certo?

    Se for, talvez isso resolva a dúvida que me assiste quanto ao que move Passos Coelho ou Gaspar ou que tais. Muitas vezes me interrogo sobre se aquilo é má fé (deliberada) ou se é ignorância (inconsciente). Se calhar são as duas coisas ao mesmo tempo: ignorância, má fé. E tudo o que vem por arrastamento como descaramento, parvoíce.

    Se calhar o inverso de governar capazmente é o inverso de tudo o que é governar bem.

    Parece-me que estou a fazer uma leitura demasiado extensiva do que escreveu mas, ainda assim, parece-me que também faz sentido.

    :)

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    1. A realidade consegue superar, inexoravelmente, as nossas concepções morais.

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